ADICIONAL NOTURNO

RETIFICAÇÃO DE FUNÇÃO

O pagamento de adicional noturno é devido somente em trabalho realizado no período entre 22:00 e 5:00 horas, o que gerou a presunção de veracidade quanto à função desempenhada pelo autor, na qual se baseou a decisão de 1ª grau para deferir a retificação pretendida, observando-se que o pagamento do referido adicional, conforme prova documental acostada aos autos, é incompatível com a jornada consignada na ficha de registro de empregado. Recurso a que se nega provimento. (TRT - 1ª Reg. – 9ª T., RO nº 12358-97, Rel. Juiz Ideraldo Cosme de Barros Gonçalves, julg. 01/07/1999)

ADICIONAL NOTURNO

Incorpora-se ao salário o adicional que, pelo decurso do tempo em que foi usufruído, passa a ter status salarial de natureza alimentar, pelo que lhe é conferido o atributo da irredutibilidade. Recurso a que se nega provimento. (TRT - 1ª Reg. – 9ª T., RO nº 05122-97, Rel. Juiz Ideraldo Cosme de Barros Gonçalves, julg. 25/05/1999)

GORJETAS

Por não serem pagas diretamente pelo empregador, integram a remuneração e não o salário do empregado. Não incide, pois, no cálculo das horas, repouso semanal e adicional noturno, que são verbas integrantes do salário. (TRT - 1ª Reg. – 4ª T., RO nº 08287-93, Rel. Juiz Aristóteles Luiz Menezes de Vasconcelos Drummond, julg. 21/06/1995)

GORJETAS. REMUNERAÇÃO. CÁLCULO DOS DIREITOS TRABALHISTAS. CRITÉRIO JURÍDICO CONSTITUCIONAL

1- As gorjetas, espontâneas ou não, compõem a remuneração do trabalhador (CLT art. 457 ”caput“ e § 3º; Enunciado n. 290, do Colendo TST) e, assim, se integram no aviso prévio (CLT, art. 490), nos extras (CLT, art. 59; § 1º e 61, § 2º), no adicional noturno (CLT, art. 73 ”caput“), nas férias (CLT, arts. 129, 146, § único e 147), no FGTS (lei n. 8.036/90, arts. 14 e 15) e nos repousos remunerados (Lei n. 605/49, art. 6 e 7). 2- O critério jurídico de adotar-se como base de cálculo dos direitos trabalhistas, em geral, a remuneração está, hoje, ínsito na própria cf (art. 7, incisos VIII, IX, XV, XVI, XVII e XXIII), a qual autoriza a concessão, via lei federal, de outras vantagens, dentre ele as esse mesmo critério de cálculo quanto a outros direitos, como o pré-aviso. (TRT - 1ª Reg. – 3ª T., RO nº 19895-90, Rel. Juiz Azulino Joaquim de Andrade Filho, julg. 09/03/1994)

O PAGAMENTO DAS VERBAS RESCISÓRIAS COM BASE EM VALOR SUPERIOR AO SALÁRIO NORMAL NÃO EXIME O EMPREGADOR DE POSSÍVEIS DIFERENÇAS FACE A INTEGRAÇÃO DAS HORAS EXTRAS E ADICIONAL NOTURNO, SOBRETUDO SE NÃO HÁ DEMONSTRATIVO QUANTO A APURAÇÃO DO RESPECTIVO VALOR. RECURSOS A QUE SE NEGA PROVIMENTO. (TRT - 1ª Reg. – 3ª T., RO nº 09523-90, Rel. Juiz Luiz Carlos de Brito, julg. 19/06/1993)

REFLETEM NAS FÉRIAS E NATALINAS, OS ADICIONAIS DE INSALUBRIDADE E NOTURNO, BEM COMO, TAMBÉM ESTE ÚLTIMO, NO REPOUSO REMUNERADO. RECURSO ORDINÁRIO A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. (TRT - 1ª Reg. – 1ª T., RO nº 12505-90, Rel. Juiz José Maria da Cunha, julg. 08/09/1992)

RECURSO ORDINÁRIO (HORAS EXTRAORDINÁRIAS E ADICIONAL NOTURNO HABITUAIS - HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS)

A remuneração das horas extras e o adicional noturno, pagos com habitualidade, integram-se as parcelas rescisórias. os honorários de advogado decorrem da sucumbência e são assegurados pelos arts. 133 e 5, LV, da CF, derrogado, o édito pretoriano com este último incompatível.
(TRT - 1ª Reg. – 3ª T., RO nº 12739-89, Rel. Juiz Roberto José Amarante Davis, julg. 01/04/1992)

CARGO DE CONFIANÇA

CARACTERIZAÇÃO - Exclusão ao direito de receber horas extras e também horas noturnas, adicional noturno e hora noturna reduzida. O artigo 62 "caput" da CLT exclui da aplicação do Capítulo II da mesma norma (Da Duração do Trabalho) os trabalhadores especificados nos incisos I e II. Isso significa que não há subtração apenas ao direito de percepção de horas extras, mas também o direito a horas noturnas, adicional noturna e hora noturna reduzida porquanto o trabalho noturno está inserido no mesmo capítulo que trata da duração do trabalho. Depreende-se, portanto, que não é apenas da jornada de trabalho que o trabalhador está excluído no artigo 62 da CLT, mas de todo o capítulo. (TRT - 2ª Reg. – 3ª T., RO nº 20010191571, Rel. Marcelo Freire Gonçalves, DJ 08/01/2002)

ADICIONAL NOTURNO SOBRE MINUTOS EXCEDENTES. CC, ART. 59

Tratando-se de um acréscimo, ou acessório, sobre o valor da hora normal, é necessário que haja a condenação nos minutos excedentes de 22 horas para justificar a aplicação do adicional noturno. (TRT - 2ª Reg. – 9ª T., RO nº 20010186322, Rel. Juiz Luiz Edgar Ferraz de Oliveira, DJ 07/12/2001)

ADICIONAL NOTURNO. SUPRESSÃO

A reclamada afirma que passou a pagar o adicional noturno sobre a hora efetivamente trabalhada. Esse critério é o que deve ser utilizado pela empresa. Não se pode pagar adicional noturno se o funcionário não trabalha no referido horário ou pagar adicional noturno sobre horas que não são noturnas. O salário nominal da reclamante não foi reduzido. Logo, não é o caso de se aplicar o inciso VI do artigo 7º da Constituição, pois o salário da reclamante continua o mesmo. O reclamante não demonstrou qual seria o prejuízo que sofreu com a redução e se alguma hora noturna não teria sido paga. Logo, não se verifica a existência de prejuízo, nem de violação ao artigo 468 da CLT, pois a alteração não foi ilícita. (TRT - 2ª Reg. – 3ª T., RO nº 20000325940, Rel. Juiz Sérgio Pinto Martins, DJ 11/09/2001)

AÇÃO RESCISÓRIA - VIOLAÇÃO À LEI: "BIS IN IDEM":

"Rescinde-se a decisão que determina a incidência de gorjetas no cálculo de horas extras, adicional noturno e descansos semanais trabalhados, posto configurar `bis in idem`, violando dispositivos legais, que se referem a salário e, não, remuneração". (TRT - 2ª Reg. – SDI, Aç. Resc. nº 2000017523, Rel. Juiz Dora Vaz Treviño, DJ 21/08/2001)

ADICIONAL NOTURNO. MOTORISTA

Restando provado que os motoristas poderiam se apresentar para o início das viagens pela manhã, à tarde ou à noite, a simples recomendação da empresa para que não viajassem no horário noturno, não afasta o direito ao adicional noturno quando provado o efetivo labor neste horário. (TRT – 3ª Reg. – 3ª T., RO nº 2266/02, Rel. Juiz João Bosco Pinto Lara, DJ 07/05/2002, p. 19)

ADICIONAL NOTURNO - PRORROGAÇÃO DO PAGAMENTO EM CASO DE HORAS EXTRAS - INOCORRÊNCIA

Nas jornadas de 12 x 36 horas não se aplica o Precedente n.º 06 da SDI/TST de forma a incidir adicional noturno a partir das 5 horas da manhã, pois as horas de trabalho que daí excedem não se referem à prorrogação de jornada, mas de cumprimento da jornada contratual. (TRT – 3ª Reg. – 4ª T., RO nº 14680/00, Rel. Juiz João Bosco Pinto Lara, DJ 21/04/2001, p. 20)

HORAS EXTRAS - BASE DE CÁLCULO

O adicional noturno habitualmente pago tem caráter nitidamente salarial, sendo imperiosa a sua inclusão na base de cálculo das horas extras deferidas.
(TRT – 3ª Reg. – 1ª T., AP nº 4589/01 (RO nº 21213/98), Rel. Juiz Marcus Moura Ferreira, DJ 21/09/2001, p. 05)

HORAS EXTRAS - SALÁRIO MISTO - CRITÉRIO DE APURAÇÃO DE SEU VALOR

Estabelecido pela sentença exequenda que o empregado recebia salário misto (parte fixa e participação na taxa de serviço) e ainda acolhida a pretensão quanto ao pagamento de horas extras, estas devem ser calculadas de forma "cheia" (hora normal sendo noturna com o adicional noturno informando a sua base de cálculo - acrescida do adicional) quanto à parte fixa do salário e, quanto à parte variável, apenas contando-se o adicional. Não se exige que na sentença proferida no processo de conhecimento seja feita tal discriminação vez que trata-se de critério de apuração de valores cujo debate próprio do procedimento de liquidação. (TRT – 3ª Reg. – 3ª T., AP nº 3023/00 (RO nº 14373/98), Rel. Juiz Carlos Augusto Junqueira Henrique, DJ 13/02/2001, p. 08)

ADICIONAL NOTURNO - PRORROGAÇÃO DO PAGAMENTO EM CASO DE HORAS EXTRAS - INOCORRÊNCIA

Nas jornadas de 12 x 36 horas não se aplica o Precedente n.º 06 da SDI/TST de forma a incidir adicional noturno a partir das 5 horas da manhã, pois as horas de trabalho que daí excedem não se referem à prorrogação de jornada, mas de cumprimento da jornada contratual. (TRT – 3ª Reg. – 4ª T., RO nº 14680/00, Rel. Juiz João Bosco Pinto Lara, DJ 21/04/2001, p. 20)

ADICIONAL NOTURNO. REDUÇÃO DE PERCENTUAL

O adicional noturno, salário condição que é, pode ser suprimido quando o seu fato gerador deixa de existir, a teor do Enunciado 265 do col. TST. Entretanto, se o empregador paga-o à base de 40% não pode reduzi- lo para 30%, por expressa vedação do art. 468 da CLT. (TRT – 3ª Reg. – 5ª T., RO nº 11410/00, Rel. Juiz Jos Murilo de Morais, DJ 24/02/2001, p. 23)

RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMADA. EQUIPARAÇÃO SALARIAL

Hipótese em que a prova produzida demonstra ter a reclamante exercido as mesmas atividades que os paradigmas indicados, fato constitutivo do direito postulado, na forma do artigos 818 da CLT c/c o artigo 333, I, do CPC. Recurso desprovido.

RECURSO ORDINÁRIO DA RECLAMANTE. INCIDÊNCIA DO ADICIONAL NOTURNO E HORAS EXTRAS SOBRE A HORA REDUZIDA NOTURNA

Na hipótese, a redução da hora noturna é considerada para efeitos de levantamento da jornada de trabalho e, conseqüentemente, para a apuração de horas extras e adicional noturno devidos, não se tratando de parcela salarial autônoma. Recurso desprovido. (TRT - 4ª Reg. – 6ª T., Acórdão 00180-2003-015-04-00-8 – RO, Rel. Denis Marcelo de Lima Molarinho, DJ 05/04/2004)

ADICIONAL NOTURNO. BASE DE CÁLCULO DA HORA EXTRA

Para o cálculo da remuneração das horas suplementares noturnas deve se proceder à soma dos respectivos adicionais (noturno e extraordinário), não dando azo aos Enunciados nºs 60 e 264 do TST a que se proceda à integração do adicional noturno, indistintamente, no cálculo também das horas extras diurnas. (TRT - 12ª Reg. – 1ª T., ROV nº 00659200302912003, Rel. Gerson Paulo Taboada Conrado, julg. 30/07/2004)

ADICIONAL NOTURNO. PRORROGAÇÃO EM HORÁRIO DIURNO

Cumprida integralmente a jornada no período noturno com prorrogação, devido é também o adicional quanto às horas prorrogadas. Exegese do art. 73, § 5º, da CLT (TST, SDI, Orientação Jurisprudencial nº 6). (TRT - 12ª Reg. – 2ª T., ROV nº 00475200301712003, Rel. Jorge Luiz Volpato, julg. 28/07/2004)

Recurso do reclamante

1. Nulidade da sentença. Negativa de prestação jurisdicional. Descabida a argüição de nulidade, por não ter enfrentado o MM. Juízo a quo a questão da forma como pretendia o autor. Além disso, nos termos do artigo 515, §§ 1.º e 2.º, do CPC, os fundamentos discutidos, nos autos, são devolvidos ao Tribunal. 1.2. Horas extras. Labor após a 6.ª hora por jornada. Se há acordo coletivo autorizando o labor em turnos ininterruptos de revezamento, com jornada superior à de 6 horas, mediante folgas compensatórias, não há falar em remuneração das horas excedentes como extras. 1.3. Horas extras. Labor após a 8.ª hora por jornada. Não tendo sido apontado, na inicial, o motivo por que entendia o obreiro que as horas extras praticadas após a 8.ª diária foram adimplidas incorretamente, inepto é o pedido. 1.4. Hora noturna reduzida e adicional noturno. Antes da CCT 98/99, o não-pagamento do adicional noturno ao obreiro foi compensado pelo pagamento do adicional de turno, em conformidade com as convenções coletivas então vigentes.

Com o advento da referida negociação coletiva, estabeleceu-se que o adicional de turno cessaria e que o adicional noturno voltaria a ser pago, no índice de 40%, o que não foi observado pela reclamada. Quanto à hora noturna reduzida, em face do labor em turno ininterrupto de revezamento, não é devida como hora extra. 1.5. Divisor 180. A previsão de utilização do divisor 180, contida nas convenções coletivas de trabalho, é irrelevante, no caso dos autos, pois como se depreende da CTPS, do registro das alterações salariais do empregado, do contrato de trabalho e das fichas financeiras, o pagamento do reclamante não era feito tomando-se por base um salário mensal, mas sim um salário-hora. 2. Recurso da reclamada. 2.1. Horas extras. Tempo à disposição. Devido o pagamento, como extras, do período em que o obreiro era transportado na área interna da CST. Conquanto tais minutos não possam ser caracterizados como itinerantes, na forma do Enunciado 90, do C. TST, por faltar o requisito “difícil acesso”, é certo que o empregador não pode exigir que o empregado adentre suas instalações e, antes de registrar sua presença, percorra grandes distâncias para alcançar o local de trabalho.
(TRT - 17ª Reg., RO nº 1747/2001, Rel. Juíza Maria Francisca dos Santos Lacerda, DJ 25/04/2002)

REMUNERAÇÃO. GORJETAS

Quanto à integração das gorjetas à remuneração do empregado, já existe entendimento pacificado do C. TST sobre a matéria, conforme a seguir transcrito, sendo desnecessário maiores esclarecimentos. "Enunciado Nº 354 Gorjetas. Natureza jurídica. Repercussões - Revisão do Enunciado nº 290 - Res. 23/1988, DJ 24.03.1988. As gorjetas, cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas esponta-neamente pelos clientes, integram a remuneração do empregado, não servindo de base de cálculo para as parcelas de aviso-prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado. (Res. 71/1997, DJ 30.05.1997)". Recurso improvido. (TRT – 19ª Reg., RO nº 01316.2003.004.19.00.1, Rel. juiz José Abílio Neves Sousa, julg. 13/07/2004)

GORJETAS. NATUREZA JURÍDICA

Nos termos do Enunciado nº. 354 desta Corte, as gorjetas cobradas pelo empregador na nota de serviço ou oferecidas espontaneamente pelos clientes integram a remuneração do empregado, não servindo, contudo, de base de cálculo para as parcelas de aviso-prévio, adicional noturno, horas extras e repouso semanal remunerado. Recurso de revista parcialmente conhecido e provido. (TST – 4ª T., RR nº 415005/1998, Rel. Juiz Convoc. José Antonio Pancotti, DJ 27/02/2004)

LEGITIMIDADE DO SUSCITANTE. ALCANCE DO "QUORUM" PREVISTO NO ARTIGO 859 DA CLT

A Seção Especializada em Dissídios Coletivos desta Corte posiciona-se, atualmente, no sentido de que o "quorum" a ser respeitado nas assembléias deliberativas dos sindicatos é aquele previsto no artigo 859 da CLT. Diante disso, há que se considerar como atingido o "quorum" deliberativo neste caso, em que a unanimidade dos trabalhadores presentes às assembléias realizadas em segunda convocação aprovaram a pauta de reivindicações e conferiram poderes ao Suscitante para negociar, celebrar acordo/convenção e ajuizar dissídio coletivo em seu nome. 2. Exclui-se da sentença normativa a concessão de adicional noturno de 60%, de licença-paternidade e de cláusula contendo definição de acidente trabalho, por serem matérias previstas em lei, não cabendo a intervenção do Poder Normativo da Justiça do Trabalho. Recurso Ordinário parcialmente provido para adaptar as cláusulas deferidas à jurisprudência desta Corte. (TST – Seç. Esp. Diss. Col., RODC 992/2001, Rel. Min. Rider Nogueira De Brito, DJ 06/02/2004)

ADICIONAL NOTURNO - CLÁUSULA CONSTANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO

1. A Carta Magna atual objetivou, claramente, atribuir maior força às convenções e acordos coletivos, a ponto de autorizar, por meio desses instrumentos, até mesmo a redução salarial (art. 7º, inciso VI) e a compensação de horários (art. 7º, inciso XIII). Se a própria Constituição Federal consagra a possibilidade de validar modificações referentes a salário e à jornada de trabalho, não há como se considerar que a cláusula ora impugnada, ao afastar uma presunção estabelecida pela lei com a finalidade de garantir maior remuneração ao trabalho noturno, afronte qualquer dispositivo legal.

2. O resultado atingido pela autocomposição das partes não pode ser avaliado por um dispositivo ou outro considerado isoladamente; deve-se levar em conta o conjunto do instrumento coletivo, para não debilitar o equilíbrio dos interesses que o originaram e, conseqüentemente, valorizar o processo de negociação e a composição autônoma preconizados pela Constituição Federal.

3. Recurso ordinário provido para restabelecer a validade de cláusula acordada pelas partes que, fixando a hora noturna em 60 (sessenta) minutos, estabelece em 40% (quarenta por cento) o adicional correspondente. (TST – Seç. Esp. Diss. Col., ROAA nº 28010/2002, Rel. Min. Rider Nogueira De Brito, DJ 06/02/2004)

VIOLAÇÃO DO ART. 896 DA CLT. MÁ APLICAÇÃO DE ENUNCIADO. INTEGRAÇÃO DO ADICIONAL DE PERICULOSIDADE NO CÁLCULO DO ADICIONAL NOTURNO

O Enunciado nº 191 da Súmula do TST dispõe sobre a base de cálculo do adicional de periculosidade. Na hipótese, o que se questiona é a inclusão do adicional de periculosidade no cálculo do adicional noturno. A Turma não poderia ter invocado o Enunciado nº 191 para obstar o conhecimento do Recurso de Revista do Reclamante. Violado o art. 896 da CLT. Recurso de Embargos conhecido e provido. (TST – D1 Subs, Esp. D.I., ERR nº 622529/2000, Rel. Min. José Luciano de Castilho Pereira, DJ 30/01/2004)

HORAS EXTRAS. TRABALHO EXTERNO. CONTROLE INDIRETO DE JORNADA DEMONSTRADO. HORAS EXTRAS DEVIDAS

Viabilizado o conhecimento do Recurso de Revista por divergência, na esteira de precedentes desta C. Corte, há de se entender que o motorista que executa trabalho externo de viagens, recebendo por comissões, fará jus às horas extras, ao adicional noturno e aos reflexos, caso sua jornada venha a ser controlada, direta ou indiretamente, como no caso, pelo controle de quilometragem aliado a outros elementos, como rotas predeterminadas e elaboração de relatórios de viagem com estabelecimento de horários de partida e chegada. Revista conhecida e provida. (TST – 2ª T., RR nº 1416/2000, Re. Min. José Simpliciano Fernandes, DJ 01/08/2003)

RECURSO DE REVISTA INTERPOSTO PELA RECLAMADA. JORNADA NOTURNA REDUZIDA

Se as categorias patronal e profissional concordaram quanto ao pagamento do adicional noturno de 40% para compensar a hora noturna, deve preponderar o ajustado entre as partes, como faculta a Constituição da República, pois é preciso prestigiar e valorizar a negociação coletiva assentada na boa fé, como forma de incentivo à composição dos conflitos pelos próprios interessados.

CORREÇÃO MONETÁRIA. ÉPOCA PRÓPRIA

O pagamento dos salários até o quinto dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. Se essa data limite for ultrapassada, incidirá o índice da correção monetária do mês subseqüente ao da prestação dos serviços (Orientação Jurisprudencial 124 do TST). Recurso de Revista de que se conhece parcialmente e a que se dá provimento. (TST – 5ª T., RR nº 434473/1998, Rel. Min. João Batista Brito Pereira, DJ 13/06/2003)

CORREÇÃO MONETÁRIA. ÉPOCA PRÓPRIA

O pagamento dos salários até o 5º dia útil do mês subseqüente ao vencido não está sujeito à correção monetária. Se essa data limite for ultrapassada, incidirá o índice da correção monetária relativo ao mês subseqüente ao da prestação dos serviços (Orientação Jurisprudencial 124 do TST).

ADICIONAL NOTURNO PERCEBIDO POR VÁRIOS ANOS. INCORPORAÇÃO. INVIABILIDADE

A perda do direito ao adicional noturno ocorre com a transferência do empregado para o período diurno de trabalho. Ou seja, cessado o trabalho noturno, inexiste direito ao adicional em tela. Inteligência da Súmula nº 265 do TST que em nenhum momento excetua a possibilidade de continuidade da percepção do adicional.

CONTRIBUIÇÕES PATRONAIS À CASSI E À PREVI. REFLEXOS. SALÁRIO INDIRETO. NÃO CONFIGURAÇÃO

Não se pode considerar que os valores recolhidos à PREVI e à CASSI pelo Banco do Brasil constituam salário indireto; são, ao revés, apenas uma forma que o empregador encontrou de subvencionar a previdência privada e a assistência à saúde de seus funcionários, ajudando a custear o sistema. Não podem as contribuições patronais, assim, ser integradas à remuneração para fins de refletirem nas demais parcelas salariais. Não há falar em salário indireto.

DESCONTOS PREVIDENCIÁRIOS E FISCAIS. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO

A jurisprudência da SBDI-1 desta Corte reconhece a competência da Justiça do Trabalho para apreciar a matéria relativa a descontos previdenciários e fiscais sobre os créditos trabalhistas a serem pagos ao reclamante (Orientação Jurisprudencial 141). São devidos os descontos fiscais e previdenciários sobre as parcelas trabalhistas deferidas por decisão judicial, nos termos do Provimento 01/96 da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho e das Leis nºs 8212/91 e 8541/92. Recurso de Revista de que se conhece parcialmente e a que se dá provimento. (TST – 5ª T., RR nº 463094/1998, Rel. Min. João Batista Brito Pereira, DJ 13/06/2003)

RECURSO DE REVISTA DA CEEE. DIFERENÇAS DE GRATIFICAÇÕES DE FÉRIAS E DE FARMÁCIA PELA INTEGRAÇÃO DE HORAS EXTRAS E ADICIONAL DE PERICULOSIDADE

A discussão nos autos refere-se à análise de normas internas da empresa, que criaram as gratificações de férias e de farmácia. Ocorre que, nos termos do art. 896, "b", da CLT, o exame de regulamento de empresa por parte desta Corte Superior somente é possível se tal norma puder ser interpretada, e o seja, efetivamente, por mais de um Tribunal Regional, o que não foi demonstrado pela recorrente, que juntou apenas arestos provenientes do próprio TRT da 4ª Região. Recurso de revista não conhecido.

RECURSO DE REVISTA DO RECLAMANTE. INTEGRAÇÃO DO ADICIONAL DE PERICULOSIDADE NA BASE DE CÁLCULO DAS HORAS EXTRAS E DO ADICIONAL NOTURNO

É devida a integração do adicional de periculosidade na base de cálculo das horas extras e do adicional noturno, pois aquele adicional, enquanto percebido, detém natureza salarial, de modo que integra o salário do empregado para todos os efeitos legais. Nesse sentido, os itens nºs 259 e 267 da Orientação Jurisprudencial da SBDI1. Recurso de revista conhecido e provido. (TST – 5ª T., RR nº 542113/1999, Rel. Min. Rider Nogueira de Brito, DJ 06/06/2003)